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Identidade.


O que sou,
senão um personagem de mim mesmo?
Quem eu interpreto em um dia qualquer?
E quão bom ator, eu sou nos dias especiais?

A expectativa dos outros sobre mim,
é estranha e pesada demais para carregar.
É um termo de responsabilidade que nunca assinei.
Nem sempre posso falar a verdade, ou agir diferente.
Terá alguém que me julgará.

Posso não me importar com o que pensam
mas isso não funciona quando existem laços.
E em prol da paz faço uma encenação,
sem direito a troféu.

Às vezes, quando estou sozinho,
reflito como tudo seria diferente,
se ao menos uma vez eu matasse meu personagem.

Meu personagem, é um hipócrita
que agrada quem gosta de etiquetas.
Meu personagem, é uma expectativa para outros.
Amigos, família, conhecidos, trabalho...

Mas o dia em que meu personagem não for educado,
tolerante, simpático e esquecer a polidez...
O dia em que não agradar meus laços,
então não interpretarei bem. Não serei um bom ator
e os espectadores criticarão duramente.

Se em uma situação inconveniente eu falar:
- Ah, Vá se foder!
Pronto, estou demitido do meu papel.
Entre vários defeitos, sou até mesmo bipolar.
Matei meu personagem.

Escrito: 11/12/2013 Por: Fernando do Amaral - Publicado: 01/05/2014 Google+

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