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Estado de inexistência.


Tudo perde o foco,
o vestígio de luz é um borrão.
Vários sons se misturam,
não dá pra discernir o que se ouve.

Por um instante,
o calor percorre cada parte do corpo.
O corpo pesa,
e oscila na pele entre quente e frio.
Dá arrepios.

A respiração é única coisa que se tem noção.
E então de súbito, pânico!
Mas o medo para na garganta,
curiosidade e conforto ao mesmo tempo.

O escuro como nunca visto antes,
domina as pálpebras.
Silêncio tão profundo,
que afeta os ouvidos.
Não há calor e nem frio, não se sente à respiração.
Qualquer vestígio de emoção, desvanece.
É como entregar-se de vez
e afundar no misterioso vazio.
Não existe força, ou vontade de reagir.
Não existe mais noção do escuro e silêncio
O tempo para ali. Nenhuma sensação é descritível
e nada mais existe, além do próprio observador...

Escrito: 16/01/2009 Por: Fernando do Amaral - Publicado: 01/05/2014 Google+

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