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Escolho esquecer.


Faltam oito minutos para ás 06h00min.
Penso se usarei a faca para cortar o queijo,
ou se passarei a Navalha de Occam na cabeça.

E seu eu pudesse voltar atrás em meus atos,
sem saber que voltei.
Será que faria as mesmas escolhas?

A predestinação uma opção,
a casualidade uma fatalidade?

Mas se minhas decisões traçam meu destino,
então preciso saber o quanto posso controlar.

Meu futuro...
Pode ser um aglomerado de possibilidades,
e depende de um momento insano ou sóbrio.

Uma linha tênue entre o sucesso e fracasso,
qualquer escolha é decisiva.
Que faço além de escolhas, e acreditar nelas?

Sou livre para ser escravo de minhas decisões,
meus atos e palavras.

E se não posso voltar atrás,
resta julgar o que é melhor
de acordo com o que almejarei.

Assim,
ato espontâneo deixa de ser positivo,
para ser um costume desprovido de juízo.
A sorte um presente divino, o azar uma atração.

Escolher;
- ruas por onde...
- caminhos para...
- palavras a...
- candidatos para...
- carreira a...
- item para...
- opinião a...

Não sei se persisto na escolha,
não sei se escolho esquecer...

Estou indeciso se volto a dormir ou acordo de vez.

Escrito: 05/03/2013 Por: Fernando do Amaral - Publicado: 03/06/2014 Google+

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