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Nascido em 1990


Mas as pessoas na sala de jantar
veem o derradeiro canto triste ou feliz
Mas que nada!
São ocupadas em bodegas compartilhadas.
E seu eu te pego
vai dançar de lê lê tcha tcha e tchu?
A ra leque leque
ole ole ali traça
gira gira sem rumo, tombo de um.
Quem vem dois passo atrás,
de quem ouviu,
ninguém entendeu mas repetiu.
Quem gostou ao mundo dançou.
Não é asa branca, não é garota de Ipanema.
Tão pouco uma metamorfose de um dia de março.
Não são águas que movem moinho.
E quem dera fosse um mundo em construção.
Nenhuma ideologia deixou saudades,
pois eis que chega a felicidade.
O que há por trás desse quadro?
um descompasso como esse não há.
Feliz é o homem moderno,
com tantos estilos para ler e ouvir...
E mergulhou o homem moderno na bosta
foi fundo e foi mais fundo.
E na profundidade em que a prata não tinha brilho,
ele respirou um pouco de preciosidade.

- O que era tão precioso? - Perguntou o menino nascido em 1990.
- Coisas que não te mostram, coisas que você terá de buscar sozinho. - Respondeu o homem nostálgico.

Aos poucos tropeços de passos loucos
seguia o menestrel errante
e vendia qualquer papel elegante
por valor nenhum ou sabor de rum.

- Que tempo é este? - Perguntou o menino nascido em 1990.

O homem nostálgico, guardou o papel no bolso e disse:
- Tempo? Eu não sei. Mas foi quando
o encanto deixou de fazer planto.

Escrito: 05/08/2016 Por: Fernando do Amaral - Publicado: 05/08/2016 Google+ Imagem: Rádio Vitrola

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